Lá no Alegre,quando tinha batizado,era uma festa,tinha bolo com chocolate de castanha de caju,pato no molho pardo,leitão assado,isso se o pai do batizando fosse bom de grana,se não fosse, era só um café com bolo de tapioca.
Mamãe sabia fazer umas balas de hortelã,que a gente chamava de pastilha,era delícia,quando as pessoas vinham pedir para mamãe fazer as pastilhas eu ficava toda feliz,pois sempre sobrava umas pra gente.
O interessante,é que minha mãe cortava o papel das balas, com tesoura e era papel crepom, de várias cores, quando ela ia cortando o papel,já ia fazendo um desenhos lindos com o corte, era demais.
Lembro do batizado de uma irmã,acho que foi da Rosa Maria,tinha tanta gente que a casa não cabia,mamãe tinha feito muito bolo de tapioca,foi pro café da manhã e o almoço era,pato ao molho pardo,torta de camarão,arroz,farinha d'água,essa torta, eu nunca consegui fazer igual a da minha mãe,eu sei que é só ovo, e camarão seco, com bastante tempero, é uma delícia!
No batizado do meu irmão Nilsom, foi lá em São Bento na Igreja da Matriz, a madrinha foi Isidora minha meia irmã, e o padrinho foi Humberto, que chamamos de Caribú,foi muito engraçado,a turma da brincadeira, dizia que ele não tomava banho,e no dia do batizado ia ser de Noite, então a gente tinha que sair de tarde pois era longe e agente ia andando, eu sei, que quando Isidora passou na casa dele , ele ainda estava se banhando, ai alguém foi lá no poço chamar ele senão ia atrasar tudo.
Depois conto mais.
memm
sábado, 31 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
VOLTANDO AO PASSADO
Nunca me esqueço de toda minha infância, da minha adolecencia,foram anos inesqueciveis,olha, Domingo tinha a missa bem cedo,nesse dia não se trabalhava,quer dizer, só quem não queria, o meu pai sempre pescava na noite de Sábado,mas Domingo era raro ele ir na missa, mamãe pedia implorava.
- Ela dizia; Raimundo vá a missa, te confessa tu tá cheio de pecado ao invés de tu ir a missa tu fica é jogando conversa fora na barraca de Joãozinho,toma vergonha na cara e vai na casa de Deus: Ele dizia; Rosa tu acha que eu vou contar meus pecados pro um homem igual a mim? se fosse pecado pescar no Domingo, eu não pegava nenhum peixe,e tem mais eu prefiro me confessar praquela mangueira que é a mesma coisa do do Padre, Deus está me escutando do mesmo jeito.
Mamãe fica muito brava,eu sei que ele dizia isso só para mexer com ela,as vezes ele ia na missa,lembro que ele viu não sei aonde uma imagem de São José do Ribamar ele dizia pra minha mãe, Rosa não parece com Zé Pinal? era um vizinho baixinho que morava perto da gente,mamãe chorava de raiva ele ria de se acabar.
Cada Domingo, a missa era em uma comunidade,o dia que era no São Roque,a gente ou saia cedo, ou esperava o Padre e pegava uma carona no jipe dele, só ia jovens, nós cantávamos e era tão legal,era um pouco longe essa comunidade,na volta pegávamos outra carona com o Padre.
Segunda Feira,era dia de ir para a escola,cedo se tomava banho no poço, e vinha colocar a farda (uniforme )e tomar café quando tinha,ou então tomava chá de capim limão,ou erva cidreira, ou até mesmo de hortelã.
A nossa merenda (lanche )era o que tinha no momento, não tenho vergonha de falar,era milho verde assado,ou manga verde com sal,ou tamarindo verde com sal,banana,ou goiaba,ou ingá, isso quando era época.
Sabe onde a gente carregava os livros e cadernos? em saco de japonesa, era assim que chamávamos sandália havaianas, e era um luxo ter um saco plástico para levar os livros,na minha casa não tinha ferro de engomar (ferro de passar roupa )então a gente pedia o da vizinha, que era a carvão claro,pois lá não tinha energia, ou então se esquentava uma colher e passava o uniforme,demorava mais ficava bom.
Outro dia conto mais.
memb
- Ela dizia; Raimundo vá a missa, te confessa tu tá cheio de pecado ao invés de tu ir a missa tu fica é jogando conversa fora na barraca de Joãozinho,toma vergonha na cara e vai na casa de Deus: Ele dizia; Rosa tu acha que eu vou contar meus pecados pro um homem igual a mim? se fosse pecado pescar no Domingo, eu não pegava nenhum peixe,e tem mais eu prefiro me confessar praquela mangueira que é a mesma coisa do do Padre, Deus está me escutando do mesmo jeito.
Mamãe fica muito brava,eu sei que ele dizia isso só para mexer com ela,as vezes ele ia na missa,lembro que ele viu não sei aonde uma imagem de São José do Ribamar ele dizia pra minha mãe, Rosa não parece com Zé Pinal? era um vizinho baixinho que morava perto da gente,mamãe chorava de raiva ele ria de se acabar.
Cada Domingo, a missa era em uma comunidade,o dia que era no São Roque,a gente ou saia cedo, ou esperava o Padre e pegava uma carona no jipe dele, só ia jovens, nós cantávamos e era tão legal,era um pouco longe essa comunidade,na volta pegávamos outra carona com o Padre.
Segunda Feira,era dia de ir para a escola,cedo se tomava banho no poço, e vinha colocar a farda (uniforme )e tomar café quando tinha,ou então tomava chá de capim limão,ou erva cidreira, ou até mesmo de hortelã.
A nossa merenda (lanche )era o que tinha no momento, não tenho vergonha de falar,era milho verde assado,ou manga verde com sal,ou tamarindo verde com sal,banana,ou goiaba,ou ingá, isso quando era época.
Sabe onde a gente carregava os livros e cadernos? em saco de japonesa, era assim que chamávamos sandália havaianas, e era um luxo ter um saco plástico para levar os livros,na minha casa não tinha ferro de engomar (ferro de passar roupa )então a gente pedia o da vizinha, que era a carvão claro,pois lá não tinha energia, ou então se esquentava uma colher e passava o uniforme,demorava mais ficava bom.
Outro dia conto mais.
memb
NOS CAMPOS DA MINHA INFÂNCIA!
Quando menina,não tinha medo de quase nada,saia para brincar no mato,sozinha e tomava banho no campo, e não tinha medo das piranhas.
Pesquei muito camarão com sacuri, é um artefato feito de tarrafa e um arco de arame ou madeira,também pesquei muitas vezes o jeju, o acará, traíra,piaba,camorim,bagrinho,cascudo,e até mussum,nem todas as vezes estava sozinha,geralmente com uma pessoa mais velha.
Dia de Domingo, depois da missa, se mamãe deixasse,eu e minhas primas e amigas íamos tomar banho no campo,isso só era possível se fosse no inverno.
Tinha uma amiga, Creusa filha de Maria Costa, que quase sempre estava, em nossa casa, assim que papai dormia depois do almoço,ela levava eu, e mais quantos a canoa de´papai coubesse, e assim a gente ia tirar ovos de Jaçanã,se no ninho tinha três, a gente só tirava um, e assim a gente garantia o jantar,mas não era só do jaçanã, tinha pato de mato socó,carão,japeçoca,e outros mais.
Toda vez que chovia, nós tomávamos banho na chuva, era uma delicia, e quase sempre a gente acabava indo tomar banho no campo,a minha infância, foi maravilhosa, se dependesse só de mim, eu nunca tinha ficado adulta,nem tão pouco tinha saído lá do meu Alegre,lembro alguns dias depois das primeiras chuvas do inverno,minha casa ficava de frente para campos alagados, então depois das chuvas eu ficava olhando para o campo já todo verdinho,cheio de pássaros e muitos peixinhos, que ainda iam crescer,lembro que pra mim não existia lugar com vista tão maravilhosa, como essa que eu via da porta da minha casa.
Choro, de saudades,de como a vida das pessoas se modificam,se vai crescendo e abandonando tudo que fez parte de nossa infância, começando pelos nossos Pais!
Vou parar por aqui, pois não estou mais conseguindo escrever,pois meus olhos estão embassados de lágrimas.
memb
Pesquei muito camarão com sacuri, é um artefato feito de tarrafa e um arco de arame ou madeira,também pesquei muitas vezes o jeju, o acará, traíra,piaba,camorim,bagrinho,cascudo,e até mussum,nem todas as vezes estava sozinha,geralmente com uma pessoa mais velha.
Dia de Domingo, depois da missa, se mamãe deixasse,eu e minhas primas e amigas íamos tomar banho no campo,isso só era possível se fosse no inverno.
Tinha uma amiga, Creusa filha de Maria Costa, que quase sempre estava, em nossa casa, assim que papai dormia depois do almoço,ela levava eu, e mais quantos a canoa de´papai coubesse, e assim a gente ia tirar ovos de Jaçanã,se no ninho tinha três, a gente só tirava um, e assim a gente garantia o jantar,mas não era só do jaçanã, tinha pato de mato socó,carão,japeçoca,e outros mais.
Toda vez que chovia, nós tomávamos banho na chuva, era uma delicia, e quase sempre a gente acabava indo tomar banho no campo,a minha infância, foi maravilhosa, se dependesse só de mim, eu nunca tinha ficado adulta,nem tão pouco tinha saído lá do meu Alegre,lembro alguns dias depois das primeiras chuvas do inverno,minha casa ficava de frente para campos alagados, então depois das chuvas eu ficava olhando para o campo já todo verdinho,cheio de pássaros e muitos peixinhos, que ainda iam crescer,lembro que pra mim não existia lugar com vista tão maravilhosa, como essa que eu via da porta da minha casa.
Choro, de saudades,de como a vida das pessoas se modificam,se vai crescendo e abandonando tudo que fez parte de nossa infância, começando pelos nossos Pais!
Vou parar por aqui, pois não estou mais conseguindo escrever,pois meus olhos estão embassados de lágrimas.
memb
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
COMO É GRANDE MEU AMOR POR VOCÊ
Eu só conheci, duas pessoas tão apaixonadas por sua mãe, como eu.
O Clodovil e o Agnaldo Timóteo,assim como eu os dois também tinham uma paixão imensa por suas mãe, olha ainda tem filho, que não dá o mínimo valor para sua mãe,ela que passou nove meses esperando por seu nascimento,e passou os piores momento da vida, no início da gravidez; injôs,desmaios,tudo que come é devolvido,nada pára no estômago,quando passa a primeira fase,vem a segunda,chute para todo lado,mexe sem parar,(Graças a Deus,) ai vem a última fase que é aquela que não se consegue dormir,pois não se tem posição, para deitar, pelo menos comigo foi assim,eu não conseguia nem sentar, pois o meu bebe não deixava, parecia que eu ia ficar sem respiração, eu sei que nem toda gravidez é igual.
Ai o filho nasci,é a maior alegria da vida, é mais felicidade do o dia do casamento, e olha, que quando eu casei pensei,hoje é o dia mais feliz da minha vida, não era, era o segundo,então não se tem mais vida própria,passamos a viver em função do filho,noites acordados,eu sempre fiz questão de fazer tudo para os meus filhos,até o banho eu que dava, as mamadeiras eu que fazia,até aquelas da noite eu acordava para fazer, as minhas amigas diziam para mim, faz todas as mamadeiras e coloca no isopor,quando ela acorda é só ir lá e dá, eu não achava certo,então acordava e fazia fresquinha na hora, e nunca me arrependi.
Quando ganhei o segundo filho, larguei emprego e tudo mais para cuidar pessoalmente dos meus filhos, hoje são os meus orgulhos.
Já eu como filha,nunca tive durante toda minha vida,palavras de agradecimento para poder dizer a minha mãe o quanto eu era agradecida por ela ser a minha mãe,por mais que eu agradecesse, nunca era o suficiente.
Todas as vezes que eu penso nessa mulher maravilhosa, íntegra,sábia,tão maravilhosa como mãe, como esposa,como amiga,minha mãe foi e sempre será o meu grande e verdadeiro tesouro.
Um verdadeiro Anjo de Deus.
memb
O Clodovil e o Agnaldo Timóteo,assim como eu os dois também tinham uma paixão imensa por suas mãe, olha ainda tem filho, que não dá o mínimo valor para sua mãe,ela que passou nove meses esperando por seu nascimento,e passou os piores momento da vida, no início da gravidez; injôs,desmaios,tudo que come é devolvido,nada pára no estômago,quando passa a primeira fase,vem a segunda,chute para todo lado,mexe sem parar,(Graças a Deus,) ai vem a última fase que é aquela que não se consegue dormir,pois não se tem posição, para deitar, pelo menos comigo foi assim,eu não conseguia nem sentar, pois o meu bebe não deixava, parecia que eu ia ficar sem respiração, eu sei que nem toda gravidez é igual.
Ai o filho nasci,é a maior alegria da vida, é mais felicidade do o dia do casamento, e olha, que quando eu casei pensei,hoje é o dia mais feliz da minha vida, não era, era o segundo,então não se tem mais vida própria,passamos a viver em função do filho,noites acordados,eu sempre fiz questão de fazer tudo para os meus filhos,até o banho eu que dava, as mamadeiras eu que fazia,até aquelas da noite eu acordava para fazer, as minhas amigas diziam para mim, faz todas as mamadeiras e coloca no isopor,quando ela acorda é só ir lá e dá, eu não achava certo,então acordava e fazia fresquinha na hora, e nunca me arrependi.
Quando ganhei o segundo filho, larguei emprego e tudo mais para cuidar pessoalmente dos meus filhos, hoje são os meus orgulhos.
Já eu como filha,nunca tive durante toda minha vida,palavras de agradecimento para poder dizer a minha mãe o quanto eu era agradecida por ela ser a minha mãe,por mais que eu agradecesse, nunca era o suficiente.
Todas as vezes que eu penso nessa mulher maravilhosa, íntegra,sábia,tão maravilhosa como mãe, como esposa,como amiga,minha mãe foi e sempre será o meu grande e verdadeiro tesouro.
Um verdadeiro Anjo de Deus.
memb
Minha primeira comunhão
Nossa, como tudo era diferente de hoje!
Eu comecei a fazer o Catecismo com oito anos de idade, estudei, até os nove, fui até os onze, quando cheguei nos doze, ai sim fiz a minha primeira comunhão!
Tenho um grande orgulho desse dia,eu nem podia imaginar que já tinha chegado o meu dia de ficar frente a frente com o Padre Lourenço,acho que era esse o nome dele,mamãe acordou todo mundo cedo para irmos na missa, era minha primeira comunhão eu fui no poço tomei banho, vim pra casa me vesti para ir na missa,o costume era quem fosse fazer a comunhão, está vestida de branco, e com uma mantilha branca cobrindo a cabeça,como meu pai não tinha condições financeira para me preparar toda de branco, eu fui com a minha farda da escola (uniforme escolar ) com um sapato preto de borracha todo furadinho,era lindo, eu não tinha vergonha de nada, estava era muito feliz, vovó Bita me emprestou a mantilha dela, ai eu fiquei mais linda.
Fomos todos para a igreja, lá nos confessamos, assistimos a missa, e até que em fim, minha comunhão, eu estava em jejum absoluto, e não se podia mastigar a Hóstia Santa, pois é o Corpo de Jesus! - Foi tudo mágico, fomos pra casa e mamãe fez um bolo de tapioca, delicioso, com chocolate de castanha de caju, muito bom!
Aliás, mamãe era uma Santa na cozinha, pena que não tínhamos muita condição para certos pratos que ela sabia fazer.
Mesmo depois de ter feito a primeira comunhão,eu continuei a fazer o catecismo, pois o meu sonho era ser freira, depois desistir, queria ser malabarista, depois, bailarina, e por último, médica, acabou que não fui nem uma coisa, nem outra, fiz o curso de contabilidade bancaria, e nunca trabalhei no ramo.
Bem,como estava dizendo, hoje é tudo, ou quase tudo diferente da época que eu era menina, hoje se comunga, até de noite,não precisa está em jejum,e muitas coisas que continuo não entendendo.
memb.
Eu comecei a fazer o Catecismo com oito anos de idade, estudei, até os nove, fui até os onze, quando cheguei nos doze, ai sim fiz a minha primeira comunhão!
Tenho um grande orgulho desse dia,eu nem podia imaginar que já tinha chegado o meu dia de ficar frente a frente com o Padre Lourenço,acho que era esse o nome dele,mamãe acordou todo mundo cedo para irmos na missa, era minha primeira comunhão eu fui no poço tomei banho, vim pra casa me vesti para ir na missa,o costume era quem fosse fazer a comunhão, está vestida de branco, e com uma mantilha branca cobrindo a cabeça,como meu pai não tinha condições financeira para me preparar toda de branco, eu fui com a minha farda da escola (uniforme escolar ) com um sapato preto de borracha todo furadinho,era lindo, eu não tinha vergonha de nada, estava era muito feliz, vovó Bita me emprestou a mantilha dela, ai eu fiquei mais linda.
Fomos todos para a igreja, lá nos confessamos, assistimos a missa, e até que em fim, minha comunhão, eu estava em jejum absoluto, e não se podia mastigar a Hóstia Santa, pois é o Corpo de Jesus! - Foi tudo mágico, fomos pra casa e mamãe fez um bolo de tapioca, delicioso, com chocolate de castanha de caju, muito bom!
Aliás, mamãe era uma Santa na cozinha, pena que não tínhamos muita condição para certos pratos que ela sabia fazer.
Mesmo depois de ter feito a primeira comunhão,eu continuei a fazer o catecismo, pois o meu sonho era ser freira, depois desistir, queria ser malabarista, depois, bailarina, e por último, médica, acabou que não fui nem uma coisa, nem outra, fiz o curso de contabilidade bancaria, e nunca trabalhei no ramo.
Bem,como estava dizendo, hoje é tudo, ou quase tudo diferente da época que eu era menina, hoje se comunga, até de noite,não precisa está em jejum,e muitas coisas que continuo não entendendo.
memb.
domingo, 25 de outubro de 2009
AINDA LEMBRO
Mãe,embora esteja muito longe,eu jamais vou esquecer os poucos anos que passei junto de ti,na nossa pequena existência aqui neste planeta chamado terra
Na minha infância, lembro das histórias que contava para que eu pudesse dormir,não só eu mas, todos os meus irmãos também,a senhora cantava, e embalava a gente em uma rede,quando não podia fazer isso, pedia para que uma das filhas mais velha colocasse os menores para dormir.
Lembro que no mês de Dezembro,bem em frente de nossa casa tinha uma planta que justamente nesse mês ela dava as flores lindas e cheirosa, e nós a chamávamos de Cama de Menino Deus, tinha também uma árvore, que seu nome era chichanzeira e botava umas cachopas com umas frutinhas deliciosas,chamada chichâ,no início do mesmo mês,quando dava as primeiras chuvas, e começava a nascer as gramas tão verdinhas,a gente já sabia que estava na época de fazer o presépio.
Lembro que um certo Natal, não tinhámos o que fazer para a ceia, e papai pegou o material de trabalho dele,que era composto de: uma tarrafa, um caniço, uma vara,uma faquinha e é claro a canoa e o côfo, e saiu para vê se conseguia achar algum peixe para nossa ceia, umas duas horas mais tarde ele voltou muito feliz, porque a chuva que tinha acabado de cair, tinha liberado muitos peixes de tanques de quem não precisava, e foram todos para o lugar onde ele estava pescando.
Nós ficamos felizes da vida, então meu pai chamou nosso primo que estava morando conosco, ele e a mulher,para ir pegar mais peixe, e foram os dois, e trouxeram mais peixes, meu pai e Zé Cozeu meu primo, fora na quitanda do Joãozinho e venderam muitos peixes,e compraram,arroz,farinha,açúcar, pó de café, querosene, fósforo, sabão,assim tivemos nossa ceia de Natal, aliás não se dizia ceia e sim,meia noite.
memb
Na minha infância, lembro das histórias que contava para que eu pudesse dormir,não só eu mas, todos os meus irmãos também,a senhora cantava, e embalava a gente em uma rede,quando não podia fazer isso, pedia para que uma das filhas mais velha colocasse os menores para dormir.
Lembro que no mês de Dezembro,bem em frente de nossa casa tinha uma planta que justamente nesse mês ela dava as flores lindas e cheirosa, e nós a chamávamos de Cama de Menino Deus, tinha também uma árvore, que seu nome era chichanzeira e botava umas cachopas com umas frutinhas deliciosas,chamada chichâ,no início do mesmo mês,quando dava as primeiras chuvas, e começava a nascer as gramas tão verdinhas,a gente já sabia que estava na época de fazer o presépio.
Lembro que um certo Natal, não tinhámos o que fazer para a ceia, e papai pegou o material de trabalho dele,que era composto de: uma tarrafa, um caniço, uma vara,uma faquinha e é claro a canoa e o côfo, e saiu para vê se conseguia achar algum peixe para nossa ceia, umas duas horas mais tarde ele voltou muito feliz, porque a chuva que tinha acabado de cair, tinha liberado muitos peixes de tanques de quem não precisava, e foram todos para o lugar onde ele estava pescando.
Nós ficamos felizes da vida, então meu pai chamou nosso primo que estava morando conosco, ele e a mulher,para ir pegar mais peixe, e foram os dois, e trouxeram mais peixes, meu pai e Zé Cozeu meu primo, fora na quitanda do Joãozinho e venderam muitos peixes,e compraram,arroz,farinha,açúcar, pó de café, querosene, fósforo, sabão,assim tivemos nossa ceia de Natal, aliás não se dizia ceia e sim,meia noite.
memb
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O CANTOR E A CANÇÃO
O luar de Nisan bordava a paisagem com pingentes de prata e uma aragem fresca varria a noite silenciosa.
Emudecera Jesus a celeste canção, Sua oração sacerdotal.
Demoravam-se no quadrado da sala as modulações musicais da Sua voz.
A hora chegara. A hora para a qual viera.
Há pouco cingira-se com uma toalha e exemplificara a culminante lição da humanidade, lavando os pés dos discípulos.
O Filho do Homem fazia-se o menor de todos para ensinar mais uma vez a grandeza sublime do amor - a razão da Sua vinda ao seio dos homens!
As emoções estalavam lágrimas nos olhos dos companheiros,lágrimas que não se atreviam a correr. Todos estavam com o espírito e o coração túmidos de expectativas, angustiantes expectativas.Aquela fora uma ceia de despedida...
Viveram quase três anos com Ele e todavia não O conheceram devidamente. Mais se agigantara naqueles últimos dias, especialmente a partir do momento em que, montado no jumento, Ele varara a Porta Dourada, entrando na cidade. As homenagens com que O receberam muitos que ali se aglutinaram pareciam entristece-Lo...
Agora a Sua canção se erguia e morria nas lembranças de todos, a inolvidável oração sacerdotal que Ele proferira após a ceia pascal, a derradeira daquele ciclo.
Despedira-se dos companheiros há poucos minutos e logo depois falara ao Pai em sublime solilóquio, não obstante a presença deles:
" Pai, é chegada a hora. Glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a Ti. Assim como lhe deste poder sobre toda a Humanidade, a fim de que ele conceda vida eterna a todos aqueles que Tu lhe tens dado... A vida eterna, porém, é esta: que conhece a Ti... Único, verdadeiro Deus e a Jesus Cristo aquele que enviaste. Eu te glorificarei na terra. cumprindo a obra que me tens dado para fazer. Agora glorifica-me Tu, pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo."
do livro : Luz do Mundo
Divaldo Pereira Franco
Emudecera Jesus a celeste canção, Sua oração sacerdotal.
Demoravam-se no quadrado da sala as modulações musicais da Sua voz.
A hora chegara. A hora para a qual viera.
Há pouco cingira-se com uma toalha e exemplificara a culminante lição da humanidade, lavando os pés dos discípulos.
O Filho do Homem fazia-se o menor de todos para ensinar mais uma vez a grandeza sublime do amor - a razão da Sua vinda ao seio dos homens!
As emoções estalavam lágrimas nos olhos dos companheiros,lágrimas que não se atreviam a correr. Todos estavam com o espírito e o coração túmidos de expectativas, angustiantes expectativas.Aquela fora uma ceia de despedida...
Viveram quase três anos com Ele e todavia não O conheceram devidamente. Mais se agigantara naqueles últimos dias, especialmente a partir do momento em que, montado no jumento, Ele varara a Porta Dourada, entrando na cidade. As homenagens com que O receberam muitos que ali se aglutinaram pareciam entristece-Lo...
Agora a Sua canção se erguia e morria nas lembranças de todos, a inolvidável oração sacerdotal que Ele proferira após a ceia pascal, a derradeira daquele ciclo.
Despedira-se dos companheiros há poucos minutos e logo depois falara ao Pai em sublime solilóquio, não obstante a presença deles:
" Pai, é chegada a hora. Glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a Ti. Assim como lhe deste poder sobre toda a Humanidade, a fim de que ele conceda vida eterna a todos aqueles que Tu lhe tens dado... A vida eterna, porém, é esta: que conhece a Ti... Único, verdadeiro Deus e a Jesus Cristo aquele que enviaste. Eu te glorificarei na terra. cumprindo a obra que me tens dado para fazer. Agora glorifica-me Tu, pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo."
do livro : Luz do Mundo
Divaldo Pereira Franco
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